Conceitua-se Fundamentalismo, como algo fundamental, que serve de fundamento, que é essencial e necessário. Já Terrorismo, de acordo com o Minidicionário da Língua Portuguesa Silveira Bueno, define-se como um Sistema de governar pelo terror ou por meio de revoluções violentas ou por práticas de atentados. (1992)
Evidencia-se a prática terrorista desde os primórdios da humanidade, passando pelas conquistas marítimas, a Revolução Industrial e principalmente durante e após as duas grandes guerras.
Na corrente fundamentalista existe a facção dos extremistas (NETO, 2002), motivo de crítica pela imprensa internacional. Os extremistas na maioria dos casos representam uma parcela mínima e são responsáveis pelos grandes ataques e culto ao ódio e à destruição. Tais características não são exclusivas do Islã e podem ser identificadas em grupos como ETA, FARC e IRA.
Daniel Pipes, em agosto de 2005 para o The New York Sun, escreveu que:
[..] o Islã radical tem duas alas distintas – uma violenta e ilegal, a outra legalista e política - , e ambas em tensão permanente. A estratégia legalista provou-se eficaz, mas a que aposta na violência se interpõe em seu caminho.
A mídia ocidental comandada por países de primeiro mundo, como Estados Unidos, esforça-se para ligar o conceito de “terrorismo” à religião islâmica. Atualmente existe repúdio ao que é islâmico e o ocidente é tendenciosamente alertado sobre o mal causado por eles. É uma forma de manutenção do status-quo norte-americano e um meio de ter algo a combater para sempre mostrar seu poderio ao resto do mundo.
É irracional dizermos que todo islâmico é terrorista e vice-versa. Sabemos dessa inverdade e como exemplo é válido citar os conflitos que acontecem atualmente no Iraque. Apenas 0,8% dos ataques terroristas são atrelados ao grupo Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden e acusado pelo ataque às torres gêmeas e ao pentágono. (fonte Al Jazeera) São conflitos internos pelo poder, contudo é impossível falar em democracia e paz quando se tem outro país dentro do território, com outros costumes e religião.
Observa-se a violência na base das 3 religiões citadas por Ali Kamel, diretor executivo da Central Globo de Jornalismo, e escritor do livro: Sobre o Islã: A afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo.
Na entrevista concedida ao Jornal A GAZETA, no dia 9 de setembro de 2007 no caderno Cidades, Ali Kamel ressalta:
O que eu digo no livro é que alguns, como o historiador britânico Paul Johnson, chegaram a dizer que o Islã é violento por natureza, dando como exemplo versículos que mandam, literalmente, matar politeístas. Acontece que no Antigo Testamento cristão, cujo Pentateuco é a Torá dos judeus, há versículos absolutamente semelhantes, em que Deus manda matar crianças, mulheres, homens e todos os seres vivos em todas as cidades conquistadas na Terra Prometida. E ninguém diz que por causa desses versículos o Judaísmo e o Cristianismo têm uma natureza violenta. [...] aqueles versículos se referem a contextos específicos.
Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, foi criado o mito do novo terrorismo, nas quais características isoladas foram analisadas para a elaboração de um novo conceito.
A essência do terrorismo continua a mesma, não importando se é um ato local ou proferido em células, como na Al-Qaeda. Os ataques são realizados de maneira alternativa. Utiliza-se o território do inimigo, as armas do inimigo e os alvos são pontos estratégicos.
O mito está em noticiar tais atos como novos e modernos. Sun Tzu, general chinês que viveu há 2.500 anos, escreveu o Best-Seller A Arte da Guerra. Seus capítulos estão repletos de estratégias utilizadas atualmente por grupos terroristas, e o motivo é simples: são estratégias usadas pela minoria para atingir a maioria e o importante é a sobrevivência do grupo ou da ideologia.
De um lado, uma mídia controladora que segue ordens dos Estados Unidos, atinge o cenário internacional de uma forma negativa quando relacionado ao mundo islâmico. Do outro, conceitos mal formulados sobre o terrorismo, onde tenta-se vender notícia, influenciar pessoas e criar preconceitos.
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segunda-feira, 15 de outubro de 2007
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